NASA REVELA DECLÍNIO EM AQUÍFEROS BRASILEIROS
- Astronomia e Astronáutica

- 7 de jun.
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Uma colaboração de cientistas da NASA e de instituições de pesquisa brasileiras produziu um quadro detalhado das mudanças nas águas subterrâneas em todo o Brasil. As imagens revelam quedas significativas em alguns dos aquíferos que são críticos para um dos maiores produtores agrícolas do mundo. No estudo, publicado em 3 de junho na Science Advances, pesquisadores usaram inteligência artificial para combinar observações de satélite, medições de poços, geologia e dados de uso de água para avaliar as águas subterrâneas no Brasil de 2002 a 2023. Eles descobriram que múltiplos fatores, incluindo seca, desmatamento, agricultura, mineração e aumento da extração de água subterrânea, estão sobrecarregando aquíferos que fornecem 55% da água do Brasil. Vários aquíferos no centro e leste do Brasil estão sofrendo uma persistente depleção de água subterrânea, segundo o estudo. Os aquíferos são tipicamente reabastecidos anualmente, à medida que a água da chuva incha os rios e se infiltra no solo. Em certas regiões do Brasil, lar de alguns dos maiores aquíferos do mundo, pesquisadores observaram anos com pouca ou nenhuma recarga de água subterrânea. Os pesquisadores coletaram dados das missões satélites Gravity Recovery and Climate Experiment (Grace) e GRACE Follow-On, que acompanham mudanças na água da Terra medindo mudanças sutis na gravidade. Eles usaram os dados para produzir mapas de alta resolução das águas subterrâneas nos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil. Os mapas mostraram que partes da bacia amazônica experimentaram fortes variações sazonais de água subterrânea ligadas à chuva e inundações dos rios, enquanto as regiões afetadas pela expansão agrícola e pelo aumento do uso comercial da terra apresentaram a mais severa e persistente esgotação da água subterrânea. Os resultados sugerem que o Brasil está começando a apresentar perda de água subterrânea semelhante à dos aquíferos muito utilizados nos Estados Unidos, Índia, Irã e Bangladesh.
Fonte: NASA.





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