Hubble descobre o maior disco de formação de planetas
- Astronomia e Astronáutica

- 4 de jan.
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Astrônomos que usam o Telescópio Espacial Hubble da NASA capturaram o maior disco protoplanetário já observado orbitando uma estrela jovem. Pela primeira vez em luz visível, o Hubble revelou que o disco é inesperadamente caótico e turbulento, com filamentos de material se estendendo muito mais acima e abaixo do disco do que astrônomos já viram em qualquer sistema semelhante. Curiosamente, filamentos mais estendidos só são visíveis de um lado do disco. As descobertas, publicadas na terça-feira no The Astrophysical Journal, marcam um novo marco para o Hubble e lançam luz sobre como planetas podem se formar em ambientes extremos, enquanto as missões da NASA lideram a exploração humana do universo e do nosso lugar nele. Localizado a aproximadamente 1.000 anos-luz da Terra, o IRAS 23077+6707, apelidado de "Chivito de Drácula", abrange quase 640 bilhões de quilômetros — 40 vezes o diâmetro do nosso sistema solar até a borda externa do Cinturão de Kuiper de corpos cometários. O disco oculta a jovem estrela dentro dele, que os cientistas acreditam poder ser uma estrela quente e massiva, ou um par de estrelas. E o enorme disco não é apenas o maior disco formador de planetas conhecido; também está se mostrando uma das mais incomuns. O apelido "Chivito de Drácula" reflete de forma brincalhona a herança de seus pesquisadores — um da Transilvânia e outro do Uruguai, onde o prato nacional é um sanduíche chamado chivito. O disco de borda se assemelha a um hambúrguer, com uma faixa central escura ladeada por camadas brilhantes de poeira e gás superior e inferior.
Fonte: NASA.



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