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Nota de esclarecimento AEB

  • Foto do escritor: Astronomia e Astronáutica
    Astronomia e Astronáutica
  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

A Agência Espacial Brasileira (AEB) informa que o lançamento comercial do foguete PSLV-C62, conduzido pela NewSpace India Limited (NSIL), foi realizado às 1h48 (horário de Brasília) desta segunda-feira, 12 de janeiro, a partir do Satish Dhawan Space Centre, na Índia. No entanto, o foguete não atingiu a órbita prevista devido a uma anomalia no terceiro estágio do veículo. Como resultado, os 16 satélites integrados à missão, entre eles, o nanossatélite brasileiro Aldebaran-I e mais quatro satélites de desenvolvedores nacionais, foram perdidos. O Aldebaran-I, um cubesat 1U desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contou com financiamento e apoio institucional da AEB desde sua concepção até a preparação para o lançamento. Apesar da falha, o nanossatélite gerou avanços relevantes, como a formação de mão de obra especializada e a realização de ensaios de qualificação alinhados ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2022-2031). Conforme o Coordenador-Geral do projeto de desenvolvimento do Aldebaran-I, professor Carlos Brito, o impacto educacional do nanossatélite envolveu um número considerável de estudantes em atividades de pesquisa e teve como resultado publicações e inserção de alunos em programas de pós-graduação do setor espacial. A AEB reconhece o esforço técnico e o comprometimento das equipes responsáveis pelos nanossatélites Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat, bem como da AlltoSpace, empresa responsável pela integração da constelação brasileira ao PSLV-C62. A Agência ressalta que falhas dessa natureza fazem parte do ciclo de desenvolvimento de sistemas espaciais e reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas nacionais que promovam capacitação, inovação e acesso ao espaço. Além disso, a AEB acompanhará o relatório oficial indiano sobre a falha do PSLV-C62, com o objetivo de incorporar recomendações técnicas e adotar medidas mitigadoras aplicáveis a futuras campanhas com cargas úteis brasileiras.


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